“A mobilidade é o canal que irriga e transporta as pessoas para lugares de encontro” é o título da entrevista a Paula Teles no Jornal de Notícias

Paula Teles refere que “Já há algumas cidades portuguesas a construir territórios seguros, inclusivos e com melhor qualidade de ambiente. Mas a prática dominante ainda é implementar projetos avulsos sem uma estratégia a montante”.

Paula Teles, Presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade

Planeamento da Mobilidade e Direito à cidade são os temas abordados na entrevista a Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, no Jornal de Notícias, de 14 de setembro de 2019.

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Câmara Municipal de Manteigas recebeu, ontem, dia 12 de setembro, a Bandeira “Cidade ou Vila de Excelência – Nível III”

Rede de Cidades e Vilas de Excelência atribuiu, ontem, dia 12 de setembro, pelas 15h, na Câmara Municipal de Manteigas, a Bandeira “Cidade ou Vila de Excelência – Nível III”, como reconhecimento público do meritório trabalho que esta cidade portuguesa tem vindo a desenvolver no âmbito dos trabalhos de qualificação urbana.

A Cerimónia foi presidida pela Vice Presidente da Câmara Municipal de Manteigas, Dr. ª Célia Morais, e pela Presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, Eng.ª Paula Teles.

Os fundamentos para tal acontecimento, prendem-se com o grau de evolução da implementação do Plano de Ação Local proposto por Manteigas, aquando da adesão à Rede de Cidades e Vilas de Excelência, incidindo nos eixos “Cidade ou Vila de Regeneração e Vitalidade Urbana” e “Cidade ou Vila Turística”.

“É preciso mais eficiência no transporte escolar para os pais confiarem e para os alunos ganharem tempo autonomia e socializarem nas deslocações.”

Paula Teles refere que “há muito a fazer em termo de eficiência no transporte casa/escola, de forma a que os alunos não desperdicem tempo e os pais sintam segurança suficiente no sistema para abdicarem da prática de os deixar à porta do estabelecimento de ensino, dando-lhes oportunidade de socializarem e ganharem autonomia ao usarem transportes públicos”.

Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade

A transferência destas competências para as autarquias, que está em curso, é uma “enorme oportunidade” para se “trabalhar de forma mais determinada toda a especificidade do transporte escolar”, desde o desenho da rede, aos trajetos, à frequência e aos custos, considera Paula Teles.

Já se estão a dar alguns passos. Desde projetos como o School Bus, em Braga, que testam ideias inovadoras (caixa) a uma nova política de preços, para que chegar à escola em transportes não pese tanto no bolso das famílias.

Planeamento da Mobilidade e Eficiência dos Transportes Públicos são os temas abordados no artigo “Melhores preços e novas lições para chegar à escola” no suplemento do Jornal de Notícias, Urbano, de 1 de setembro de 2019.

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“Brincar com o Pânico” é o título do artigo da Eng.ª Paula Teles, Presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, na revista Ingenium

“Brincar com o Pânico – A obrigatoriedade de elaboração de Planos de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) como forma inequívoca de mitigar as alterações climáticas” por Paula Teles, Presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, na 167ª edição da Revista Ingenium.

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Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade nos 10 finalistas na 10ª edição do Prémio Manuel António da Mota

O Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade tem o gosto e honra em anunciar que foi selecionado como um dos 10 finalistas da 10ª edição do Prémio Fundação Manuel António da Mota 2019, de entre cerca de 200 candidatos. Esta distinção, anualmente atribuída pela Fundação Manuel António da Mota, tem como objetivo premiar a organização e/ou instituição que melhor se destacou na área do desenvolvimento económico, social e ambiental em Portugal.

O Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade congratula-se com esta seleção de que foi alvo, sobretudo, tendo em conta o trabalho continuado de 15 anos de atividade em torno do direito universal à cidade através da adoção de medidas urbanas de mobilidade para todos, de promoção de uma nova cultura de mobilidade, atendendo à redução de emissões de CO2, de atribuição de certificados de acessibilidade e, ainda, na promoção de investigação, estudos e planos que enquadram e organizam a atividade.

Tem, ainda, como principal objetivo a construção de vilas e cidades inclusivas, a utilização de transportes sustentáveis, a defesa e preservação do património histórico, cultural e social e, por fim, o desenvolvimento de solidariedades com pessoas de mobilidade reduzida.

Paula Teles apresenta “A Mobilidade V Alterações Climáticas” nas “Conversas na Polaris”, hoje, em Viana do Castelo

A Associação de Astronomia de Viana do Castelo acolhe uma sessão com a especialista em Planeamento do Território, Engenheira Paula Teles, integrada nas “Conversas na Polaris” sobre o tema “A Mobilidade V Alterações Climáticas”, hoje, dia 11 de julho, pelas 21h30m.

As “Conversas na Polaris” realizam-se no Auditório Humanitas da Sede da Fundação Caixa Agrícola do Noroeste.

Município de Faro recebeu, ontem, a Bandeira “Cidade ou Vila de Excelência – Nível III”

Rede de Cidades e Vilas de Excelência atribuiu, no dia 8 de julho, pelas 17h30, na Câmara Municipal de Faro, a Bandeira “Cidade ou Vila de Excelência – Nível III”, como reconhecimento público do meritório trabalho que esta cidade portuguesa tem vindo a desenvolver no âmbito dos trabalhos de qualificação urbana.

A Cerimónia foi presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de FaroDr. Rogério Bacalhau, e pela Presidente do Instituto de Cidades e Vilas com MobilidadeEng.ª Paula Teles.

Os fundamentos para tal acontecimento, prendem-se com o grau de evolução da implementação do Plano de Ação Local proposto por Faro, aquando da adesão à Rede de Cidades e Vilas de Excelência, incidindo nos eixos “Cidade ou Vila Ciclável e de Mobilidade Amiga” e “Cidade ou Vila de Regeneração e Vitalidade Urbana”.

Homenagem Percurso de Excelência a Carlos Silva e Luís Silvestre

1.

Só aparentemente, não haveria nada como ler o Curriculum Vitae para se entender a razão pela qual o ICVM / RCVE decidiu homenagear Carlos Silva e Luís Silvestre.

Mas uma lista cronológica de acontecimentos de vida profissional que ilude a relação da profissão com a vida.

Ora, a vida nem sempre é linear como o tempo. Ondula, circula, abranda, acelera, amarra, desata, plana, acontece.

Por isso, se optou pelo modo como são vistos, por nós, aqueles que ora homenageamos e que tantas e boas recomendações, direta e indiretamente, nos alimentam e fazem crescer o nosso e outros quotidianos.

Dão-se, assim, umas pequenas notas de reconhecimento e afeto, necessariamente curtas, porque a modéstia e humildade dos grande homens e mulheres assim o exigem, impedindo eloquentes e longos discursos de si. Assim faremos:

2.

Woody Allen afirmava o potencial do seu sexto sentido não negando que o seu problema eram os outros cinco.

Do mesmo modo, lemos, falamos e escrevemos fluentemente de cidades, mas quando temos de escrever sobre as pessoas que as habitam tudo torna mais difícil. E quando elas são de exceção, torna-se mesmo impossível.

As variáveis de uma cidade ou vila são difíceis de compaginar porque, sendo sobretudo humanas, a sua descrição difere de dia para dia. Mesmo ao longo de um só dia, são diversas as formas de descrever um mesmo e singular lugar. Assim, se descobre as múltiplas cidades que habitam a cidade e que, no limite, cada um de nós é uma cidade, dentro da cidade.

Se são assim tantas as variáveis que incorporam o olhar pela cidade, imagine-se a sua infinitude ao definir as pessoas que as habitam, sobretudo as que traduzem as suas acções pela via de excelência.

Dar parte de si à cidade, leia-se à humanidade, é o mesmo que dar aos outros parte da sua vida por um desígnio comum. Significa dar um tempo para além do seu, dar um tempo para além de si.

Dar este tempo é também dar um espaço, porque um sem o outro não fazem existir cidades e vilas e territórios e gente.

Ampliar a geografia do estritamente pessoal é dimensionar o mundo pelos grandes sonhos da paz, da solidariedade, dos direitos universais, da igualdade, da liberdade e da civilização.

Não obstante, hoje, porque estes homens ou seus iguais de princípios e causas, por lá não passaram, ainda há cidades que estão aquém de si próprias:

Cidades de água mediterrânica onde a vida é tão frágil que está ao sabor da maré, do vento e da pequenez.

Cidades de areia sem tolerância religiosa, eterna desculpa de luta de poderes fratricidas.

Cidades balcãs, tão perto de todos e tão longe de nós.

Cidades lineares de gente em êxodo até aos muros e fronteiras da indiferença.

Mas também há gente que são pessoas como nós e um pouco mais além. Que exprimem os seus quotidianos em horizontes temporais que vão tão longe, que a existência de uma longa vida de empenho banha e contagia o mundo.

3.

Uma das grandes conquistas da humanidade é o do direito à habitação. Aí se constroem mundos com histórias, desenvolvem afetos infinitos feitos de laços de sangue que se enlaçam.

Não há dignidade sem habitação. Não há vida própria ou comum. Não há espaço público sem o construído. Não há sociedade envolvida sem espaço comum. Não há direitos sem o essencial da habitação.

Se há um tema em que as divergências entre um certo mercado e um direito essencial é o da construção e da habitação. Não há hipotecas de habitações, há hipotecas de vidas inteiras.

Carlos Silva entra no mundo desta forma, na luta da dignidade, pelos direitos, pela civilização. Presidente da Federação das Cooperativas de Habitação, com os seus pares construiu um outro Portugal, e muitas cidades. Naquele espaço de sonhos coletivos que se seguiu ao 25 de Abril, a habitação viveu em tempos incomuns e fez parte das possibilidades que pareciam impossíveis.

Que melhor dizer que o 25 de Abril foi uma impossibilidade tornada possível e que melhor dizer que se estabilizou sob a forma de democracia com o trabalho na habitação condigna da qual as Cooperativas de Habitação, foram um elemento determinante.

Por isto acontecer, muito se deveu a tantos anos, tantas capacidades e competências, tanta determinação em prol de um dos nossos primeiros direitos: o da habitação.

Devemos muito ao 25 de Abril e o 25 de Abril deve muito a alguns.

Muito obrigado Carlos Silva!

4.

De outra forma, mas do mesmo determinante modo, a defesa do património impõe sobretudo atos de contínua inteligência primeiro e muita determinação a seguir.

Grande parte do nosso país é caminho-de-ferro. A ele se deveram povoações inteiras, desenvolvimento, vida, economia e gentes. Eram rios que drenavam vida e criavam bacias sociais, mosaicos culturais e paisagens humanizadas.

Depois o tempo parou, o som foi desaparecendo, a vida diminuindo, as povoações despovoando, os filhos despedindo-se dos pais. Fica da história um canal um canal em cada latitude e longitude. Em muitos casos, talvez só isso e a memória que ele densifica, na certeza que um tempo circular da história o irá retomar.

Apagar da história é a primeira das impressões epidérmicas coletivas perante um tempo que deixa de ser útil.

Foi aí que Luís Silvestre se interpôs. Não deixou deitar o tempo fora, nem a história, nem os significados, nem a memória do futuro. Mais do que isso.

A sua perspicácia, tenacidade e perseverança faz com que os nossos territórios tenham hoje formosas e seguras canais cicláveis, recuperação de estações, novas vidas.

No seu Curriculum consta “Técnico/Gestor do Património Desativado da REFER”, que palavras poderemos ter para quem inverte a banalidade dos conceitos empedernidos, petrificados na letargia de um senso comum adormecido e desesperançado e o transforma em Património Ativado para a sustentabilidade universal.

Amanhã lá estarão a infraestrutura para receber a vida de autor, certamente com interpretação diferente, mas com vida vivida na mesma, que sem esta conservação ativa, jamais seria possível.

Muito obrigado Luís Silvestre!

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