“É preciso mais eficiência no transporte escolar para os pais confiarem e para os alunos ganharem tempo, autonomia e socializarem nas deslocações.”

Paula Teles refere que há “muito a fazer em termo de “eficiência no transporte casa/escola”, de forma a que os alunos “não desperdicem tempo” e os pais sintam segurança suficiente no sistema para abdicarem da prática de os deixar à porta do estabelecimento de ensino, dando-lhes oportunidade de “socializarem e ganharem autonomia ao usarem transportes públicos”.”

Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade

A transferência destas competências para as autarquias, que está em curso, é uma “enorme oportunidade” para se “trabalhar de forma mais determinada toda a especificidade do transporte escolar”, desde o desenho da rede, aos trajetos, à frequência e aos custos, considera Paula Teles.

Já se estão a dar alguns passos. Desde projetos como o School Bus, em Braga, que testam ideias inovadoras (caixa) a uma nova política de preços, para que chegar à escola em transportes não pese tanto no bolso das famílias.

Planeamento da Mobilidade e Eficiência dos Transportes Públicos são os temas abordados no artigo “Melhores preços e novas lições para chegar à escola” no suplemento do Jornal de Notícias, Urbano, de 1 de setembro de 2019.

Saiba mais jn.pt.

“Brincar com o Pânico” é o título do artigo da Eng.ª Paula Teles, Presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, na revista Ingenium

“Brincar com o Pânico – A obrigatoriedade de elaboração de Planos de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) como forma inequívoca de mitigar as alterações climáticas” por Paula Teles, Presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, na 167ª edição da Revista Ingenium.

Saiba mais em ordemengenheiros.pt.

Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade nos 10 finalistas da 10ª Edição do Prémio Manuel António da Mota

O Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade tem o gosto e honra em anunciar que foi selecionado como um dos 10 finalistas da 10ª edição do Prémio Fundação Manuel António da Mota 2019, de entre cerca de 200 candidatos. Esta distinção, anualmente atribuída pela Fundação Manuel António da Mota, tem como objetivo premiar a organização e/ou instituição que melhor se destacou na área do desenvolvimento económico, social e ambiental em Portugal.

O Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade congratula-se com esta seleção de que foi alvo, sobretudo, tendo em conta o trabalho continuado de 15 anos de atividade em torno do direito universal à cidade através da adoção de medidas urbanas de mobilidade para todos, de promoção de uma nova cultura de mobilidade, atendendo à redução de emissões de CO2, de atribuição de certificados de acessibilidade e, ainda, na promoção de investigação, estudos e planos que enquadram e organizam a atividade.

Tem, ainda, como principal objetivo a construção de vilas e cidades inclusivas, a utilização de transportes sustentáveis, a defesa e preservação do património histórico, cultural e social e, por fim, o desenvolvimento de solidariedades com pessoas de mobilidade reduzida.

Paula Teles apresenta “A Mobilidade V Alterações Climáticas” nas “Conversas na Polaris”, hoje, em Viana do Castelo

A Associação de Astronomia de Viana do Castelo acolhe uma sessão com a especialista em Planeamento do Território, Engenheira Paula Teles, integrada nas “Conversas na Polaris” sobre o tema “A Mobilidade V Alterações Climáticas”, hoje, dia 11 de julho, pelas 21h30m.

As “Conversas na Polaris” realiza-se no Auditório Humanitas da Sede da Fundação Caixa Agrícola do Noroeste.

Homenagem Percurso de Excelência a Carlos Silva e Luís Silvestre

1.

Só aparentemente, não haveria nada como ler o Curriculum Vitae para se entender a razão pela qual o ICVM / RCVE decidiu homenagear Carlos Silva e Luís Silvestre.

Mas uma lista cronológica de acontecimentos de vida profissional que ilude a relação da profissão com a vida.

Ora, a vida nem sempre é linear como o tempo. Ondula, circula, abranda, acelera, amarra, desata, plana, acontece.

Por isso, se optou pelo modo como são vistos, por nós, aqueles que ora homenageamos e que tantas e boas recomendações, direta e indiretamente, nos alimentam e fazem crescer o nosso e outros quotidianos.

Dão-se, assim, umas pequenas notas de reconhecimento e afeto, necessariamente curtas, porque a modéstia e humildade dos grande homens e mulheres assim o exigem, impedindo eloquentes e longos discursos de si. Assim faremos:

2.

Woody Allen afirmava o potencial do seu sexto sentido não negando que o seu problema eram os outros cinco.

Do mesmo modo, lemos, falamos e escrevemos fluentemente de cidades, mas quando temos de escrever sobre as pessoas que as habitam tudo torna mais difícil. E quando elas são de exceção, torna-se mesmo impossível.

As variáveis de uma cidade ou vila são difíceis de compaginar porque, sendo sobretudo humanas, a sua descrição difere de dia para dia. Mesmo ao longo de um só dia, são diversas as formas de descrever um mesmo e singular lugar. Assim, se descobre as múltiplas cidades que habitam a cidade e que, no limite, cada um de nós é uma cidade, dentro da cidade.

Se são assim tantas as variáveis que incorporam o olhar pela cidade, imagine-se a sua infinitude ao definir as pessoas que as habitam, sobretudo as que traduzem as suas acções pela via de excelência.

Dar parte de si à cidade, leia-se à humanidade, é o mesmo que dar aos outros parte da sua vida por um desígnio comum. Significa dar um tempo para além do seu, dar um tempo para além de si.

Dar este tempo é também dar um espaço, porque um sem o outro não fazem existir cidades e vilas e territórios e gente.

Ampliar a geografia do estritamente pessoal é dimensionar o mundo pelos grandes sonhos da paz, da solidariedade, dos direitos universais, da igualdade, da liberdade e da civilização.

Não obstante, hoje, porque estes homens ou seus iguais de princípios e causas, por lá não passaram, ainda há cidades que estão aquém de si próprias:

Cidades de água mediterrânica onde a vida é tão frágil que está ao sabor da maré, do vento e da pequenez.

Cidades de areia sem tolerância religiosa, eterna desculpa de luta de poderes fratricidas.

Cidades balcãs, tão perto de todos e tão longe de nós.

Cidades lineares de gente em êxodo até aos muros e fronteiras da indiferença.

Mas também há gente que são pessoas como nós e um pouco mais além. Que exprimem os seus quotidianos em horizontes temporais que vão tão longe, que a existência de uma longa vida de empenho banha e contagia o mundo.

3.

Uma das grandes conquistas da humanidade é o do direito à habitação. Aí se constroem mundos com histórias, desenvolvem afetos infinitos feitos de laços de sangue que se enlaçam.


Não há dignidade sem habitação. Não há vida própria ou comum. Não há espaço público sem o construído. Não há sociedade envolvida sem espaço comum. Não há direitos sem o essencial da habitação.


Se há um tema em que as divergências entre um certo mercado e um direito essencial é o da construção e da habitação. Não há hipotecas de habitações, há hipotecas de vidas inteiras.


Carlos Silva entra no mundo desta forma, na luta da dignidade, pelos direitos, pela civilização. Presidente da Federação das Cooperativas de Habitação, com os seus pares construiu um outro Portugal, e muitas cidades. Naquele espaço de sonhos coletivos que se seguiu ao 25 de Abril, a habitação viveu em tempos incomuns e fez parte das possibilidades que pareciam impossíveis.


Que melhor dizer que o 25 de Abril foi uma impossibilidade tornada possível e que melhor dizer que se estabilizou sob a forma de democracia com o trabalho na habitação condigna da qual as Cooperativas de Habitação, foram um elemento determinante.


Por isto acontecer, muito se deveu a tantos anos, tantas capacidades e competências, tanta determinação em prol de um dos nossos primeiros direitos: o da habitação.

Devemos muito ao 25 de Abril e o 25 de Abril deve muito a alguns.

Muito obrigado Carlos Silva!

4.

De outra forma, mas do mesmo determinante modo, a defesa do património impõe sobretudo atos de contínua inteligência primeiro e muita determinação a seguir.

Grande parte do nosso país é caminho-de-ferro. A ele se deveram povoações inteiras, desenvolvimento, vida, economia e gentes. Eram rios que drenavam vida e criavam bacias sociais, mosaicos culturais e paisagens humanizadas.

Depois o tempo parou, o som foidesaparecendo, a vida diminuindo, as povoações despovoando, os filhos despedindo-se dos pais. Fica da história um canal um canal em cada latitude e longitude. Em muitos casos, talvez só isso e a memória que ele densifica, na certeza que um tempo circular da história o irá retomar.

Apagar da história é a primeira das impressões epidérmicas coletivas perante um tempo que deixa de ser útil.

Foi aí que Luís Silvestre se interpôs. Não deixou deitar o tempo fora, nem a história, nem os significados, nem a memória do futuro. Mais do que isso.

A sua perspicácia, tenacidade e perseverança faz com que os nossos territórios tenham hoje formosas e seguras canais cicláveis, recuperação de estações, novas vidas.

No seu Curriculum consta “Técnico/Gestor do Património Desativado da REFER”, que palavras poderemos ter para quem inverte a banalidade dos conceitos empedernidos, petrificados na letargia de um senso comum adormecido e desesperançado e o transforma em Património Ativado para a sustentabilidade universal.

Amanhã lá estarão a infraestrutura para receber a vida de autor, certamente com interpretação diferente, mas com vida vivida na mesma, que sem esta conservação ativa, jamais seria possível.

Muito obrigado Luís Silvestre!

O VI Congresso da Rede Cidades e Vilas de Excelência reuniu mais de uma centena de Câmaras Municipais e Entidades de referência nacional

A sexta edição do Congresso da Rede Cidades e Vilas de Excelência reuniu, no passado dia 27 de junho, mais de uma centena de Câmaras Municipais e Entidades de referência nacional, numa sessão com o tema: A Cidade Ciclável.

A Fundação Manuel António da Mota, no Porto, foi palco de um evento que contou com a presença do Exmo. Sr. Secretário de Estado das Autarquias LocaisDr. Carlos Miguel, do Exmo. Sr. Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Dr Alberto Souto Miranda, e inúmeros Presidentes de Câmara e Especialistas como conferencistas, dividido em dois painéis de tema: Planos de Mobilidade Urbana Sustentável PMUS/SUMP e Balanço da Implementação do Sistema de Bicicleta Pública.

VI Congresso Rede Cidades e Vilas de Excelência “A Cidade Ciclável”

Dia 27 de junho de 2019, na Fundação Manuel António da Mota, no Porto, realiza-se o VI Congresso Nacional da Rede de Cidades e Vilas de Excelência, projeto do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, com o tema A Cidade Ciclável – Balanço das experiências nacionais na implementação da bicicleta pública urbana e a Apresentação Oficial do Livro “A Cidades das Bicicletas – Gramática para o desenho de cidades cicláveis”, da autoria de Paula Teles.


O evento conta com a presença do Exmo. Sr. Secretário de Estado das Autarquias Locais, Dr. Carlos Miguel e do Exmo. Sr. Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Dr. Alberto Souto Miranda, e é, ainda, palco para inúmeros Presidentes de Câmara e Especialistas como conferencistas, dividido em dois painéis de tema: Planos de Mobilidade Urbana Sustentável PMUS/SUMP e Balanço da Implementação do Sistema de Bicicleta Pública.


Nesta edição, a Rede de Cidades e Vilas de Excelência aborda os benefícios dos trabalhos desenvolvidos com os municípios membros e arranca com novos projetos, como a apresentação oficial do livro “A Cidade das Bicicletas – Gramática para o desenho de cidades cicláveis”, da autoria de Teles, Paula. Um trabalho que dá resposta ao novo paradigma da mobilidade urbana, uma Gramática simples, ágil e prática que permite identificar e sistematizar códigos de desenho para a melhor leitura dos
percursos nas cidades, tornando-as cidades mais seguras, mais acessíveis e mais sustentáveis.

Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, esteve presente no Prós e Contras num debate sobre Mobilidade Urbana, da RTP


Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, esteve presente no Prós e Contras de 3 de junho de 2019, na RTP1. “Hora de Ponta” é o título do debate sobre Mobilidade Urbana.

Em conversa com o Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Eng. Miguel Gaspar, o Subdiretor da NOVA Information Management School, Dr. Miguel Castro Neto, o Professor Catedrático de Geografia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Dr. Rio Fernandes e com o Eng. Mário Alves, especialista em Transporte e Mobilidade, a Eng.ª Paula defendeu que a Mobilidade é um tema muito difícil e muito complexo, mas que já vê um esforço por parte de políticos, professores e engenheiros em trabalhar a forma como as cidades se organizam.

Segundo Paula Teles, ” hoje, percebemos que esta atitude de “trânsito”, engarrafamento, congestionamento, não é apenas um problema da engenharia clássica, é um problema do território físico, enquanto infraestrutura, e do território social”.
Quando se aborda os especialistas desta área, o seu objetivo não é apenas ter uma cidade com mobilidade, aquilo que se pretende é que os cidadãos tenham uma cidade com qualidade de vida.
Ao pensar numa Cidade com Mobilidade, para além das alterações climáticas e do aumento do envelhecimento ativo, é necessário pensar no direito à cidade.
As cidades são cada vez mais complexas, os técnicos e os políticos têm que a ver como se fosse uma célula viva. Todas as dinâmicas que acontecem 24h por dia, acontecem porque a cidade está assente numa estrutura muito viva, as pessoas.

“Há pouco espaço público, parece que o espaço público é o que resta do automóvel.”. Foram dezenas de anos a desenhar neste conceito, desenhar a cidade para o automóvel e o que sobra é para o peão. Hoje, é necessário que restringir aquilo que é o tapete ou o asfalto, pois os outros modos têm que ter muito mais espaço, permitindo assim valorizar o meio ambiente e a acessibilidade para todos, universal com mais segurança e conforto.

Num debate, onde a redução do carro nos espaços públicos, a priorização do peão face aos restantes modos de transporte e proporção entre qualidade de vida e turismo ainda não estão determinadas, criam-se conceitos e estratégias com fundamentos em conhecimento, estudos e experiências reais nas autarquias portuguesas.


Pode rever o Prós e Contras em www.rtp.pt.

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